Gabriele D´Annunzio Baraldi - GDB
Por toda América do Sul onde pesquisei, ainda persiste o eco da "profecia"
dos antepassados ameríndios. No Nordeste brasileiro os Cáryryia
Aryia (Cariri Vellhos), sempre afirmaram que nos escritos dos avós havia
uma "grande mensagem". Relação de uma Missão
do Rio São Francisco" -1706 - Pe. Martin De Nantes/Pe. Theodore
de Lucé). A "relação" é muito importante
para a História do Brasil, por ter acontecido após o massacre
da " Confederação do Cariri "(vide bandeirante Francisco
Dias de AVILA , entre 1671/91).
Esta confederação de ameríndios nomeada de Cariri pelos
conquistadores, era composta por povos com o nome de: Tamaquí (oeste
Paraiba), Tapuia (margem esquerda do Rio São Francisco), Guargéia
(Rio Pajaú, Rio São Francisco e Salitre), Paiaiá (Rio São
Francisco), Tomimó (Rio São Francisco), Gualachos( Ilhas do Rio
São Francisco), defendia o último templo mistico de sua civilização
- Uma gruta Sagrada- pois tanto a "Ilha do Bananal" (Rio Araguaia),
como Os Martirios " Rio Tocantins), estavam mortos.
No Brasil, José Sarney, deitou-se uma noite como Vice-presidente do pais
e acordou Presidente, no mandato sucessivo, o Impeachment" do Presidente
Collor, transformou o Vice-presidente no atual Presidente Itamar Franco. Que
sorte!
Alguns estudiosos procuram das uma explicação racional á
sorte alegando que ela é composta de determinação, entusiasmo,
muita paixão e, capacidade mental usando os dois hemisférios simultáneamente.
Talvez!
O arqueólogo británico Richard Burton, que vinha de uma frustrada
expedição na Africa a procura das fontes do Rio Nilo, já
Embaixador británico no Brasil, percorreu no século passado o
Rio São Francisco, seduzido pela narrativa do documento 512 da Biblioteca
Nacional do Rio de Janeiro, a procura de uma Cidade Perdida não teve
sorte!
Entre 1906/1914, o coronel Percy Fawcett, percorreu o Brasil, com levantamentos
topográficos e situando as verdadiras fronteiras entre Bolivia e Basil,
a serviço da Real Sociedade Geográfica Britânica, más
foi em 1925 que o experimentado militar Fawcett, seu filho Jack e um amigo desde,
Raleight Rimmel, seduzidos pela Cidade Perdida de Manoa/Eldorado, desapareceram
no mistério, não tiveram sorte!
Em Salvador (Bahia), em 1914, apareceu o primeiro hititólogo da velha
escola, na disciplinada pessoa do Dr. Felix Von Luschan, nascido em Hollabrunn
perto de Viena em 1854, antropólogo e médico, membro atuante dos
Museus Reais de Berlim, que com os amigos Karl Humann e Otto Puchstein, em abril
de 1888 iniciaram excavações no sitio arqueológico de Zinjirli
(Turquia), trazendo a luz ruinas de uma cidadela-fortaleza: confirmando assim
a realidade do grande IMPÉRIO HITITA .
Más Felix Von Luschan veio ao Brasil, atraido pela escrita que havia
no documento 512, da Cidade Perdida , na descrição feita por Richard
Burton: Exceto muita confusão e mal-entendidos , fica evidente, quão
poderosa e eficiente foi a Sociedade Alemã do Oriente Próximo
e a Comissão Oriental de Berlim, e como poderosos interesses decidiam
a destino das pesquisas arqueológicas do inicio de século XX.
O Dr. Hugo Winckler (Assiriólogo alemão, 1863 - 1913, tinha tudo
para ser o vilão de uma estória de aventuras, prepotente, racista,
astucioso, relaxado, invejoso, doente, desconfiado, antiético, conforme
o diário de Ludwig Curtius, mas possuia nesse momento o indispensãvel
para alcançar o sucesso: A sorte!
A sorte fez com que, no último momento que um dos melhores arqueólogos
da época, o británico Dr. John Garstang, que já recebera
a permissão do governo turco para excavar em Boghazkoy (Turquia ) mudasse
o rumo das coisas e a permissão finalmente caisse nas mãos de
Winckler era incapaz de atrair a simpatia de quem quer que seja Sorte! A sorte
mudou a história da HITITOLOGIA.
O mais apaixonado historiador de Hititologia contemporánea C.W.Ceram,
nunca se conformou de uma injutiça: a pouca atenção dada
á expedição tecnicamente perfeita de Humann, Von Luschan
e Puchstein a Zinjirli ( 1888) e seu fraco sucesso arqueológico, com
aquela expedição amadorística e arremendada de Winckler
a Boghazkoy, com os rápidos e incríveis resultados obtidos. Ceram
até levanta suspeitas, talvez distorcida por antipatía ou sabia
mais? Winckler pré-estabeleceu o resultado? É muito difícil
provar, visto que quándo a Hititología "engatinhava",
pegou carona no cuneiforme babilónico e, se consideramos que a expedição
do grupo Humann, em 1888, ainda estava respondendo á expectativa que
tirava da estagnação os Hititólogos, bloqueados pela dúvida
crucial - Existiu um Império HITITA? Como abrir um processo se os resultados
foram tão bons!
Winckler, o filólogo que traduzira a carta ARZAWA de Tell-el-Almarna
do Museu Bulaq, estava numa posição privilegiada e podia provar!.
Como provou e confirmou com as tabuinhas de argila em cuneiforme babilónico
de Boghazkoy, ou seja, a copia hitita, das cartas de Ramses, o Grande do Egito,
a Hattusilis III, Rei dos Hatti, de Tell-el-Amarna. Como sempre, a insubstituível
importância da escrita: Da linguagem e sua interpretação,
para que nos chegue a mensagem que atravessa os milénios e nos conte
"ao vivo" de mil maneiras o seu povo, seus usos e costumes, seu saber
seu existir, até onde sua civilização chegou e, o porque
e o como desapareceu.

Agora o Brasil se encontra exatamente na mesma encruzilhada
arqueológica do fim de século passado para os europeus-existiu
um Império HITITA NO BRASIL?
O sitio arqueológico de INGÁ é somente a evidência
de uma Colonia HITITA NO BRASIL? A Elite Incaica dos Andes, de raça branca,
era descendente de um Império HITITA na América do Sul?
Ainda não sei , mas estou com muita sorte!
São Paulo, 1994
Nota: Estas informaçoes foram escritas pelo
Gabriele D. Baraldi datada de 1994.